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terça-feira, 30 de novembro de 2010

"Uma outra visão do Porto" - Casa da Beira Alta

A Casa da Beira Alta convida-nos para a inauguração da exposição de Pintura "UMA OUTRA VISÃO DO PORTO" da autoria de João Carlos Dias Ferreira, que se realizará no dia 4 de Dezembro de 2010, às 16 horas.

A exposição ficará aberta ao público até ao dia 20 de Dezembro,

de 2ª a sábado das 14,30h. às 19h.


Casa da Beira Alta

Rua de Santa Catarina, 147, 1º - Porto

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Exposição de Pintura - Clube Literário do Porto


Exposição de Pintura, de 15 a 30 de Novembro

Todos os dias das 9,30 à 01,00h.

Pinturas de Doze Trajectos


de Alunos do Atelier do Golgota


(Bernadette Poisson Coutinho, Dany Mexia Alves, Fernando Jorge Mascarenhas, Isabel Valente, Lúcia Freitas, Maria Emília Dias, Maria Vasques, Nair Taveira, Teresa Mexia Alves, Zilda Cardoso, Inês Beires e Henrique Teixeira).



Théodore Chassériau, tinha por hábito, quando viajava, de anotar ao lado dos croquis que ia fazendo, o seu pensamento. Ele ia registando a sua impressão não só através do desenho, como também através da reflexão pela palavra. Criava-se assim uma intimidade entre o gesto do desenho e o gesto do pensamento. Um equilíbrio.

Nas aulas que eu dou, a minha ambição vai quase até aí.

Mais do que ensinar a desenhar, eu pretendo ensinar a ver, a parar o olhar, um olhar silencioso, sobre todas as coisas que nos rodeiam, a perceber o seu movimento e a sua linguagem. E a relacionar essa posição de ver, com o pensamento, e com a liberdade de usar os materiais, quaisquer que sejam, que deixem no papel um vestígio: um risco, uma mancha, uma forma.

Os trabalhos que aqui se expõem, são exercícios que cada um escolhe, de acordo com o seu gosto, o seu imaginário, as suas memórias, a sua vontade de expressão. Cada um pinta aquilo que lhe toca a alma, e cada um se ouve, enquanto trabalha. É como tornar visível um conteúdo que se descobre.

Não imponho técnicas, nem desvendo segredos. Cada um as vai criando, e desvendando-se a si próprio. E vai criando um canto no seu mundo, dedicado a si, para além da rotina partilhada, ela também importante, mas incompleta.

É simples.

(Mónica Baldaque)